quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011


@ Porto - Castelo do Queijo

1 comentário:

  1. "Quando o sol vai caindo sobre as águas
    Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
    Donde vem essa voz cheia de mágoas
    Com que falas à terra, ó mar imenso?...

    Tu falas de festins, e cavalgadas
    De cavaleiros errantes ao luar?
    Falas de caravelas encantadas
    Que dormem em teu seio a soluçar?

    Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
    D'amarguras? Tu tens também receios,
    Ó mar cheio de esperança e majestade?!

    Donde vem essa voz, ó mar amigo?...
    ... Talvez a voz do Portugal antigo,
    Chamando por Camões numa saudade!"

    Florbela Espanca

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